Falando de sexo e relacionamentos.
Por: Cássio Dos Reis, 11/02/2010 11:53:25

 

Muito se tem falado sobre sexo nos últimos tempos, principalmente com relação à sexualidade como um todo. Não resta dúvida de que este é um tema de interesse geral, uma vez que o entendimento do sexo e da sexualidade interessa a todos nós, sem distinção de raça, credo ou condição social.

 

Naturalmente quanto mais tivermos conhecimento sobre aspectos da sexualidade e da vida sexual, melhor conseguiremos nos relacionar com nossos parceiros sexuais, sem falar de um melhor entendimento da própria sexualidade.

 

A grande diferença sexual entre homens e mulheres, não é só anatômica, mas sim comportamental. Nossa cultura cria um certo entrave que dificulta exatamente a grande proposta que é de um relacionamento a dois, entre homens e mulheres.

 

Já desde o início da vida escolar, começam os educadores a criar dificuldades que futuramente poderão repercutir de forma negativa no entendimento dos papéis de homem e mulher.

 

Quando meninos e meninas começam a brincar, lhes é sugerido que o façam separados. Na escola com freqüência as meninas são excluídas, quando não expulsas das brincadeiras dos meninos, exatamente porque aquela atividade não é para meninas. O mesmo acaba acontecendo nas brincadeiras ditas femininas, em que os meninos não só não são aceitos, como se insistirem em participar, podem ser marcados por um certo interesse por atividades femininas, o que não se espera de um verdadeiro macho.

 

As meninas conceituam os meninos como  brutos, perigosos, insensíveis, já os meninos olham as meninas como  frágeis demais, choronas demais, sem falar que pedem socorro demais, principalmente ao se sentirem excluídas. Isso definitivamente não é um comportamento que os meninos invejam, mesmo porque, aprenderam desde cedo a se defender, enfrentando os perigos com atrevimento e força.

 

Por outro lado, mesmo quando acontece de juntos terem alguma atividade, uma grande barreira começa a surgir, principalmente na adolescência. A comunicação entre eles é muito diferente. Enquanto meninos se interessam mais por atividades de ação, de força e demonstração de comando,  meninas se voltam mais a atividades que exploram o relacionamento e histórias com final feliz, o romance impera no desejo.

 

Enquanto meninos criam equipes que desenvolvem a competição, meninas criam competição para desenvolver a equipe. A disputa tende a aumentar a competição entre as meninas, já  entre os meninos, a disputa tende a acabar com a competição. É neste quadro que mais para frente meninos e meninas, vão se interessar um pelo outro e aí é que a coisa começa a se complicar.

 

Os meninos preparados para o comando, tornam-se rudes, com grande dificuldade de externalizar as emoções; já o mesmo não acontece com as meninas que incentivadas a deixar as emoções fluírem, acabam contribuindo para um distanciamento entre meninos e meninas.

 

Quando pequenos os meninos são incentivados a se portarem como homens, rudes, fortes, controlando suas  emoções....homem não chora..." você é um homem ou um saco de batatas " ouvem isso desde muito cedo. Já  meninas são incentivadas a chorar a soltar suas emoções "chora minha filha" ou ainda "deixa que ela chore, faz bem chorar" , ouvimos desde muito cedo esta máxima filosófica da educação dos filhos.

 

Quando finalmente se encontram, se apaixonam  e  casam, nem sempre aqueles, agora homens vão compreender as emoções femininas, enquanto  elas divergem desta forma racionamento rude, de lidar com as emoções, inclusive o sexo. Para a mulher o sexo é complemento do carinho e do amor, faz parte do contexto como um plus, um bônus que apimenta e acrescenta ao relacionamento. Para os homens o sexo vem antes, a necessidade fisiológica em primeiro lugar, em detrimento do relacionamento, do entendimento e da compreensão.

 

Está aí o grande desafio: Como lidar com esta situação contrastante e ao mesmo tempo tão idealizada por homens e mulheres, no que tange a um relacionamento pleno.

 

 

Esta é a grande aposta e para isso teremos que mais e mais nos preparar e procurar entender como lidar com estas situações de reequilíbrio do conceito dos relacionamento tanto no plano afetivo, quanto no plano sexual.

  


 

A lamentar que o ano de 2003 foi no Brasil e no mundo um ano negro com relação a Aids, pois nunca tantos se infectaram com o vírus da Aids como em 2003, passados tantos anos, a  grande aposta é que este número regrida e para isso todos nós temos que ter o compromisso de preservação e cuidado com a própria atividade sexual. Camisinha continua sendo a melhor solução, não brinque com a sorte.

 

Resultados contabilizados neste ano de 2009, dão conta de que parece que o vírus da Aids, começa a dar sinais de retração, isso é o numero de infecção foi um dos menores dos últimos anos, mas isso não diminui a atenção aos cuidados no relacionamento sexual, o maior controle tem que ser de cada um.

 

O prazer não deve deixar de considerar, a prevenção e isso cabe a cada um zelar pela saúde da própria vida sexual. 

 

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