Iniciando a vida sexual
Por: Cássio Dos Reis, 02/02/2010 18:51:49


Constantes são as dúvidas e inquietamentos de jovens no início de sua vida sexual.
São inúmeros e-mails com as mesmas questões, vamos então a um que melhor conseguiu sintetizar suas incertezas e preocupações, sobre o inicio da vida sexual das meninas.

As dúvidas:
Caro Dr.Cássio dos Reis, tenho 14 anos, e tive minha primeira relação sexual há pouco tempo, gostaria que me esclarecesse algumas questões: 
1) Se eu estou realmente preparada para assumir uma relação sexual com meu namorado ou sou muito nova para isso? Sinceramente sinto-me insegura.
2) Quando o pênis penetra minha vagina sinto muita dor, quando estas dores vão parar?
3) Porque às vezes não fico lubrificada?
4) O tamanho do pênis altera o orgasmo ou não? 
5 ) Gostaria de saber também, qual o tamanho médio do pênis?

Inicio da vida sexual:
Quem pode dizer se está preparada ou não para uma efetiva vida sexual é você, não tenha receio de perguntar, ninguém nasce sabendo, são sinais de que ainda não está preparada para uma efetiva vida sexual, assim como todos os seus comprometimentos.

Com a enorme demanda de informações simplistas em que o sexo fica o tempo todo explorado como uma necessidade imediata, os adolescentes, já sentindo as reações do desejo sexual, são incentivados  a experimentar e viver os sintomas de seus impulsos.

Então 14 anos não é a idade ideal pra o início da vida sexual? Certamente que não, e isso não quer dizer que exista uma idade ideal, mas que tal esperar a aquisição de mais maturidade, o que normalmente vai acontecer mais a frente em seu desenvolvimento.

A vivência sexual carece de informações importantes, não é vantagem nenhuma iniciar a vida sexual muito cedo, somadas ao preparo pessoal para poder assim desfrutar de seus benefícios, o que parecia tão estimulante, tão deliciosamente difundido como uma prazer enorme de indescritível  libertação, pode se transformar em uma dor de cabeça sem fim.

Chegou a minha vez:
Não precisa ter pressa,  o sexo como tudo na vida merece uma atenção especial, tanto dos adolescentes, quanto dos pais, gerentes de informações importantes para o pleno desenvolvimento da sexualidade dos filhos, e que muitas vezes se furtam a estas informações.

Na maioria das vezes por absoluta falta de conhecimentos, não  por omissão. O fato de os pais não terem recebido de seus pais esclarecimento de suas dúvidas, faz com que não consigam  passar alguma orientação aos próprios filhos, em geral se fecham acreditando que eles já sabem, ou aprenderão na escola.

Os filhos ficam sem "eira nem beira", absolutamente perdidos, buscam informações nem sempre confiáveis e em geral  distorcidas, acarretando desnecessários conflitos.

A prática sexual e a dor:
O envolvimento afetivo e os sentimentos de desejo, facilitarão o esperado  prazer.
A dor na penetração, acontecerá na medida que a vagina ainda não  estiver pronta para receber um
pênis, ou a relação for feita de forma precipitada e sem a devida preparação.

A vagina se contrai, entre outros motivos pela ansiedade  provocada pelo desejo, dificultando o  relaxamento muscular (a vagina é um músculo), causando uma espécie de  vaginismo, (contração involuntária da vagina), a dor poderá ser inevitável, na medida que a vagina não estiver relaxada.

Outros fatores como alguma infecção ou irritação, podem contribuir com a dor na relação, neste caso não resta dúvida que deverá procurar cuidados médicos.

A lubrificação:
A lubrificação vaginal é correspondente a ereção no homem, o que facilitará a penetração, na medida que a mulher se excita produz uma secreção lubrificante.

Não acontecendo, ela pode estar  bloqueando seu desejo, dificultando o excitamento, impedindo uma lubrificação suficiente para uma penetração prazerosa

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