A pouca consideração que a sociedade tem com relação a masturbação é devido ao fato que o sexo solitário (a masturbação)sempre esteve condenado como uma deficiência da moral.
Não se tocar é um princípio fundamental, inculcado nas crianças e principalmente nas meninas, para que assim pudessem se preparar para um futuro comportamento casto.
Para reforçar este preceito, circulam histórias absurdas, na qual masturbar-se pode fazer com que cresçam pelos nas mãos, apareçam espinhas nos rosto, o aparecimento de comportamentos maníacos, o desenvolvimento da homossexualidade ou ainda o risco de morrer de inanição.
A Bíblia colaborou com a condenação a masturbação na passagem em que Onan, foi condenado à morte pelo Deus Javé, por não desposar a esposa do irmão que tinha morrido. Onan não concluiu o ato sexual em que era obrigado, para que o irmão morto tivesse um filho, pois tinha a consciência de que o filho não seria do irmão e ejaculou fora da vagina (foi o primeiro relato do coito interrompido), ganhando a fama de masturbação, e o termo Onanismo passou a representar a masturbação, o pecado de Onan e passou a representar a masturbação masculina.
Quanto à masturbação feminina, não existe nenhuma referencia Bíblica que faça alguma menção, mas conclusão religiosa é que se uma coisa é proibida para o homem, também o seria para a mulher.
Conceitos religiosos não foram suficientes para impedir que a masturbação deixasse de existir tanto nos homens, quanto nas mulheres, com todas as proibições e conceitos. A descoberta do toque sexual, acaba criando uma necessidade, reforçada pelo prazer experimentado. É a descoberta do sexo preparando o jovem para a vida sexual.
As determinações e toda a ordem moral, sempre tentou de todas formas e conceitos, os mecanismos físicos que impedissem o auto-erotismo. Imaginar que um jovem não usasse as próprias mãos era uma coisa muito pouco provável, então se recorreu ao uso dos chamados cintos de castidade para os rapazes, que envolviam o pênis impedindo o auto-erotismo.
Até mesmo a polução norturna (orgasmo espontâneo e involuntário durante o sono) era um pecado e seria prejudicial à saúde.
Não encontraram um mecanismo que impedisse o excitamento onírico das meninas.
Já para os meninos inventou-se um instrumento delirante, uma espécie de cintura para o pênis, um artefato repleto de pregos que feria o pênis se este aumentasse de volume, causando dor, tirando qualquer possibilidade de excitamento ou ejaculação.
Razões religiosas a parte, não existe motivo para imaginar que masturbação por si só, possa ser um ato nocivo. Naturalmente como tudo na vida, tornando-se uma compulsão, aí sim, estaremos de frente a um problema, que merece cuidados e orientação.
Masturbar-se, que seja todos os dias, não traz nenhum dano a saúde, que se tenha registro,muito pelo contrário faz bem a circulação, ao coração e ao estado geral psicológico, contribuindo para a auto-estima e ao próprio desenvolvimento sexual,
Trata-se de um momento importante, de descoberta e crescimento da sexualidade das pessoas.
Uma forma lícita e prazerosa de exploração e conhecimento do próprio corpo e de suas sensações de prazer, importantes para uma vida sexual plena e saudável.
Esperado é que a masturbação, diminua ou mesmo cesse, à medida que a pessoa tenha uma vida sexual ativa com a outra pessoa.
Naturalmente, isso não impede que as pessoas no decorrer de toda a vida, recorram a masturbação em alguns momentos, como forma de aliviar as tensões, ou mesmo pelo prazer proporcionado pelo excitamento.